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Australiano Vice-Presidente do COI diz que preparação para as olimpíadas do Brasil é a pior da história

By in Notícias on 1 de May de 2014

Como eu sempre disse, o Brasil apesar de falado, ainda é uma incógnita para o mundo. O país realmente teve uma grande aceleração econômica e ganhou prestígio no cenário mundial nos últimos anos. O problema é que o governo brasileiro fez um marketing desgraçado para o resto do mundo como se os problemas do Brasil tivessem sido todos solucionados, e como se de repente o Brasil tivesse se tornado um país de primeiro mundo. Exemplo disso é a Dilma dizendo lá em Londres ainda, sem modéstia alguma que “Vamos fazer a melhor olimpíadas de todos os tempos”.

Agora o resto do mundo quer e vai conhecer o Brasil de verdade. Não o Brasil que passa na televisão de vez em quando. A copa do mundo está aí, logo depois disso tem as olimpíadas, então o Brasil vai ser assistido ao vivo todos os dias pelo mundo inteiro durantes essas competições. O país vai deixar de ser uma incógnita. Ninguém mais vai achar que falamos espanhol, mas já estão começando a ver o que realmente o Brasil é.

Fico triste, quero ver o Brasil avançar de verdade (e não por ilusões de marketing), torço para que mesmo que não venha a ser a olimpíada perfeita, que o país seja um bom anfitrião e que os turistas sejam bem tratados, mas não me espanto com esses comentários feitos pelo australiano:

Traduzí um pouco da reportagem e das frases colocadas no site da SBS e SkySports local:

O vice-presidente do COI, John Coates, disse aos delegados que participavam de um forum olímpico em Sydney ontem que a construção de muitas instalações no Rio nem começaram ainda, que projetos de infra-estrutura estão significantemente atrasados, e que a qualidade da água da baía da Guanabara ainda causa muita preocupação com apenas dois anos para o início dos jogos.

“Eu acho que que a situação é pior que Atenas” disse o Australiano se referindo aos jogos de 2004 que também teve vários problemas com obras atrasadas.

“Em Atenas estávamos lidando apenas com um governo e algumas responsabilidades da cidade. Aqui temos três.”

“Existe pouca cooperação entre o governo federal, estadual, e a cidade – a qual é responsável por boa parte das construções.”

“E isso numa cidade que tem vários problemas sociais a serem atendidos, um país que está também tentando lidar com o a Copa do Mundo da FIFA em alguns meses.”

“Isso é o pior que já vivenciei.”

“O COI formou uma força tarefa especial para tentar acelerar os preparativos mas a situação no campo é crítica.”

“O COI adotou a posição de colocar as mãos na massa, o que é uma coisa sem precedentes para o COI. Não existe um plano B. Nós vamos para o Rio.”

“Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas e muitas coisas. Nós temos que fazer as coisas acontecerem e essa é abordagem do COI. Não dá para escapar dessa.”

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Hoje a conversa mudou um pouco, mas mesmo assim…

Com muitos interesses comerciais em jogo, esse tipo de comentário com certeza pode impactar a decisão de muitas pessoas e até de delegações de irem ao Rio com medo da falta de organização. Então hoje ele foi mais diplomático e após consultar o Diretor Executivo Gilbert Felli, que foi enviado ao Brasil como parte da força tarefa do COI, afirmou:

“Após os meus comentários eu quero sublinhar que eu ainda acredito que o Comitê Organizador do Rio e o povo do Brasil podem muito fazer um evento excelente em 2016.”

“O Sr. Felli me passou uma atualização positiva do progresso assim como o apoio e a resposta positiva que ele recebeu do comitê organizador. O tempo é critico mas as coisas estão caminhando para a direção certa.”

Porém adicionou:

“O Rio 2016 está tratando de preocupações especificas levantadas por 17 federações internacionais.”

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